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O infarto atrial é uma entidade relativamente pouco estudada. Ela representa uma entidade clínica distinta do infarto ventricular e, na prática, diagnosticar o infarto atrial parece ter relativa pouca importância. O foco deve ser nas potenciais complicações como as arritmias supraventriculares associadas e as potencialmente fatais, como o tromboembolismo e rutura atrial (raro). ⠀ Na maioria das vezes, o infarto atrial envolve o lado direito, e é possível classificar o evento em dois grupos: aquele em que há predomínio dos efeitos do infarto ventricular; e aquele em que é possível perceber o comprometimento atrial. ⠀ O ECG convencional é o instrumento primário para o diagnóstico em vida, embora muitas vezes as alterações do infarto podem não estar presentes ou serem mascaradas pela ampla despolarização ventricular. ⠀ Os achados mais comuns são (Figura): – depressão ou elevação do segmento PR – alteração do contorno da onda P; – ritmos atriais anormais como flutter atrial, fibrilação atrial, marca-passo atrial migratório e ritmo juncional. ⠀ É importante ressaltar que alterações preexistentes da onda P precisam ser consideradas ao se interpretar os critérios diagnósticos. E, claro, lembrar do diagnóstico diferencial do infra do segmento PR no contexto de pericardite aguda. ⠀ E você, já tinha ouvido falar de infarto atrial? ⠀ Até a próxima. ⠀ @marcoa.blima ⠀ 📌 Marque aquele seu amigo que pode se interessar em saber mais sobre o infarto atrial. ⠀ 🔖 Salve esse post. Ele pode te ajudar no futuro. ⠀ Ref: 1) Arq Bras Cardiol volume 72, (nº 3), 1999; 2) Pinho Filho e cols. http://sociedades.cardiol.br/nn/revista/pdf/revista_v2n2/03-revisao-consideracoes.pdf ⠀ ⠀ #ecg #eletrocardiograma #cardiologia #telecardiologia #prontosocorro #emergenciamedica #atendimentohospitalar #internatohospitalar

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